Neste ano de 2012, eu pude passar a vida na beira do Rio Sena fazendo oferenda para Oxum. Ha tempos, varias pessoas me diziam que eu deveria tomar conta da minha parte espiritual. Decidi ha menos de dois anos começar, no meu tempo, do meu jeito. Como diz a canção : eu não pedi, so agradeci. Espero que este ano de 2012 seja doce como pede meu irmão polaco. Quero que este ano continue o que foi 2011: feliz, maduro e intenso!
Como algumas coisas nunca mudam, posto também uma Carta aberta que escrevi no facebook para espantar, atraves da minha "tradicional diplomacia " segndo meu irmão pão francês, pessoas invejos@s, mal-amad@s e infelizes.
O que eu mais aprendi em 2011 foi que o momento é o aqui e agora e que somos condenados a sermos felizes!
Asè!
Carta aberta aos infelizes, mal-amad@s e invejos@s
Gostaria de declarar publicamente que eu me culpabilizo por ser quem eu sou e de estar onde estou e reenviar certas pessoas a mediocridade do mundo e de vida que elas vivem.
Gostaria de declarar publicamente que eu me culpabilizo por ser quem eu sou e de estar onde estou e reenviar certas pessoas a mediocridade do mundo e de vida que elas vivem.
Lamento profudamente de ter decidido migrar por ter sido vitima de discriminação racial dentro de uma universidade federal e ter caido de para-quedas nas melhores instituições francesas na minha area onde me realizo a cada dia academicamente.
Lamento profudamente de não ter ficado calada e ter militado pela questão racial em um pais onde militantes são perseguidos pelo Estado, onde poderia ter visto não renovado, onde paguei do meu proprio bolso minha militância sem depender de acordos politicos, de Estado, de Governo.
Lamento por ter conquistado as pessoas pelo o que eu sou sem puxa-saco, baixar a cabeça para tirar proveito de relações, principalmente, politicas.
Lamento profudamente em ter acreditado no amor e me casar 4 meses depois e ter me separado anos depois, pois não acreditava mais neste. Por honestidade a mim mesma, não sei manter nada de aparência (conselho para certas pessoas que pensam que não a gente não vê o quanto o casamento é de faixada e mentem para si mesmas...)
Lamento profudamente de ter amigos do caralho que são pessoas maravilhosas que compoem meu cotidiano. Eles podem de ser Recife, de Varsovia, de Paris, do raio que o parta e me ensinam que o amor e a amizade não ha fronteiras e limites.
Lamento profundamente de ter uma excelente relação com os meus pais que sempre me apoiaram e me ajudaram como podiam, principalmente, emocionalmente. Casal de negros que cresceram juntos e que fizeram de mim uma mulher que não vê o casamento como forma de ascensão social (o que incomoda certos homens...)
Lamento em ser mulher e negra, o esteriotipo da mulher brasileira, que muitos podem olhar e nunca terão, pois meu corpo e meu amor não esta a venda! Lamento que minha vida livre fruste a especie macho-machista.
Lamento também que as pessoas que fizeram e fazem da minha vida são referencias de uma maneira ou de outra, pois me mostram que eu tenho muito o que aprender, riem dos meus erros (junto comigo) e estão às ordens para me apoiar e serem apoiados.
Lamento por ter um corpo que gosta de dançar , que representa minha ancestralidade e que não faz de mim uma pseudo-intelectual que para se distinguir do resto, das massas pagando de "cabloco que quer ser inglês". Lamento de sambar, de dançar frevo e maracatu como forma de resistência cultural.
Lamento profudamente de existir e mostrar a certas pessoas como a vida delas são mediocres, pois simplesmente se venderam e não lutaram para serem feliz.
Enfim, lamento profudamente por ter escutado os conselhos de Mainha que dizia "levanta para cair de novo" e que mostrou que a vida é dificil para todos e que cabe levantar e continuar.
Desculpem-me por existir!
França, 4 de janeiro de 2012.
Marcia Moraes
ps. Mode ironic on! .O/


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